Este é um blog voltado para a preservação da natureza, onde vou postar matérias e fotos relacionadas ao meio ambiente em geral. Sou ativista ambiental e voluntario desde da década de 1970, pretendo transformar o meu trabalho em uma forma de sensibilizar as pessoas sobre os problemas ambientais.
29/04/2015
26/09/2014
21/12/2013
"SACO DE LEITE VAZIO NÃO É LIXO"
O Projeto Saco de Leite Vazio não é
Lixo visa reaproveitar os 23 milhões de sacos de leite que são distribuídos
mensalmente pelo governo federal em parceria com os governos estaduais para a
população de baixa renda. O projeto reaproveita os saquinhos vazios para servir
de berço para o plantio de mudas de árvores frutíferas e não frutíferas e
ornamentais a custo zero já que o destino da maioria desses sacos vazios era os
lixões. Para aproveitar a maior quantidade possível desses saquinhos vazios o
Projeto Saco de Leite Vazio não é Lixo pretende implantar um recipiente para
coleta em cada posto de distribuição nos 223 municípios do estado da Paraíba, dessa
forma o estado passa a ser modelo para os demais que são beneficiados pelo
programa leite para todos. Depois de implantado na Paraíba, o projeto pode ser
estendido para outros estados com ajuda do Ministério do Meio Ambiente.
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Reaproveitar os 23 milhões de sacos vazios para o plantio de mudas de árvores
frutíferas e não frutíferas e ornamentais a custo zero em substituição dos
sacos pretos convencionais;
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Utilizar os saquinhos vazios para o plantio de mudas de árvores nos jardins
botânicos, hortos florestais, escolas agrícolas, universidades e escolas
publicas e privadas de todo o estado e demais entidades que trabalham com
plantio de mudas de árvores;
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Reflorestar áreas desmatadas utilizando as mudas de árvores plantadas nos
saquinhos vazios reaproveitados do programa Leite para Todos;
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Implantar nas escolas bancos de mudas de árvores gerando educação ambiental de
verdade e prática.
Tendo em vista o fato do Programa
Leite para Todos, do Governo Federal, distribuir cerca de 23 milhões de sacos
de leite para comunidades carentes de todo o país mensalmente, constatamos a
necessidade de dar a estas embalagens vazias, um outro destino que não seja o
lixo. Na cidade de Fagundes, agreste paraibano, a cada mês, 20 mil sacos de
leite já estão sendo reaproveitados para o plantio de mudas de árvores
frutíferas, não frutíferas, nativas e ornamentais. Sensibilizamos as pessoas
que são beneficiadas com o leite a devolverem as embalagens vazias no mesmo
posto de entrega do leite em um recipiente próprio para isso, geralmente
utilizamos um tonel grande reutilizado ecologicamente correto. A aceitação das pessoas
a esse projeto é muito grande visto que já conseguimos reutilizar milhões de
saquinhos que antes iriam poluir o planeta levando cerca de 100 anos para se decompor,
agora são utilizados como berço para o plantio de mudas de árvores. Os saquinhos
vazios são doados para as Universidades, Hortos Florestais, Escolas Agrícolas e
parte delas são destinadas para escolas públicas e particulares que aderiram ao
projeto gerando educação ambiental.
Os saquinhos brancos do programa Leite
para Todos do Fome Zero são mais resistentes que os sacos pretos convencionais
e poder ser reaproveitados cerca de três vezes. Outra vantagem, por ser branco
não absorve tanto calor como os sacos pretos e com isso favorece o melhor
desenvolvimento das plantas. Outra grande vantagem de reaproveitar os saquinhos
vazios de leite é que são a custo zero e gera educação ambiental e melhor
qualidade de vida para as pessoas, os animais e o planeta. Não é necessário
retirar recursos da natureza para a utilização dos saquinhos e com isso gera
uma economia significativa, pois o dinheiro que seria gasto com os sacos pretos
pode ser revertido para saúde, educação, transporte, meio ambiente.
Para a implantação desse projeto a
nível estadual são necessários apenas que o governo estadual disponibilize em
cada posto de distribuição do leite do programa Leite para Todos um recipiente
ecologicamente correto reutilizável para a coleta dos saquinhos de leite
vazios. É preciso que seja feita uma campanha de conscientização junto às pessoas
que recebem o leite para que devolvam as embalagens vazias no dia seguinte no
mesmo posto de distribuição. Essa campanha de conscientização e sensibilização
das pessoas pode ser feita nos postos de distribuição do leite, através da
mídia e nas escolas de cada cidade. Também se faz necessário que o governador
do estado faça um projeto de lei que obrigue os prefeitos a recolher os
saquinhos vazios de leite e distribuir para as escolas públicas e particulares
do município, ONGs, e demais instituições que trabalham com plantio e reflorestamento.
Os saquinhos excedentes poderão ser armazenados e/ou doados para outros estados
onde não tem o programa Leite para Todos do governo federal, com isso a Paraíba
passa a ser um estado modelo no reaproveitamento dos saquinhos e em preservação
do meio ambiente e reflorestamento.
O Projeto Saco de Leite Vazio Não é
Lixo foi implantado originalmente na cidade de Fagundes no ano de 2006 e depois
se espalhou para as cidades circunvizinhas a exemplo de Itatuba, Queimadas,
Aroeiras, ingá, Campina Grande, Distrito de Galante e em outras cidades do estado
e do país também foi implantado esporadicamente. Aqui na Paraíba, o projeto
pode ser implantado começando pelos grandes centros como João Pessoa,
Guarabira, Campina Grande, Patos, Souza e Cajazeiras. Depois pode ser implantados
em todos os demais municípios da Paraíba.
Autor do projeto: Aramy Fabricio
16/12/2013
Ambientalista alerta: Azulão Nordestino corre alto risco de extinção
O Azulão do Nordeste é
uma ave muito cobiçada pela sua beleza exuberante, cantar bonito, alto e mais rápido
que os demais, além de possuir uma cor chamativa. Por essas características, o Azulão
do Nordeste torna-se objeto de desejo dos predadores humanos.
“O Azulão do Nordeste
macho tem uma plumagem azul muito forte, com aparência de cinza em algumas
partes. As manchas da cabeça e da asa são um azul céu brilhante, e o bico
parece ser maior e mais cônico que nos outros tipos. A fêmea do Azulão do
Nordeste é um pouco avermelhada puxando mais para a cor canela. Quando jovem, o
Azulão do Nordeste também é avermelhado como a fêmea, mas ao passar para a fase
adulta, ele troca a plumagem pelo azul que começa aos poucos a surgir algumas
penas azuis no meio da plumagem vermelha até ficar completamente azul. Quando jovem
o Azulão do Nordeste já canta, mas é na fase adulta que seu canto se torna alto
e melodioso atraindo os predadores humanos”, explica o ambientalista Aramy
Fablicio.
O ambientalista explica que “o Azulão do
Nordeste é encontrado
em toda a região árida do nordeste. Seu habitat são os arbustos. Esta ave é
territorialista. Não é possível vê-la em bando. Se existe um casal em certa
localização, só será possível encontrar outro casal em uma certa distância. Os
filhotes de azulão ficam com seus pais até um certo tempo, depois já partem
para uma vida “independente”, pois o instinto territorialista do azulão não o
deixará ficar por perto após estar na fase adulta. Assim, o filhote terá que
achar seu próprio território e sua parceira para acasalamento. Se um macho
invade o território de outro, com certeza haverá um conflito, e será bem
violento. Por isso existe um certo respeito entre as aves e seus territórios,
mas sempre há aquele mais valente que, por território ou por uma fêmea, entrará
em conflito e conquistará o desejado”.
O azulão se reproduz aqui no nordeste no período das
chuvas, constrói seu ninho não muito longe do solo e cada ninhada geralmente
tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 3 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem
entre 13 e 15 dias após a fêmea botar os ovos.
Risco de extinção
“O Azulão Nordestino já estar praticamente extinto,
pois não se encontra mais na natureza. Talvez se encontre uma ou outra em algum
lugar do nordeste, mas ela só estará livre até encontrar um predador humano,
pois a procura por esta ave rara é muito grande devido ao seu valor comercial e
sua beleza. Quase todo brasileiro conhece o Azulão, mas aprisionado em gaiolas,
pois na vida selvagem praticamente não existe mais. Nos anos de 1980 ainda era
comum se ver alguns azulões, mas cada vez foi ficando mais raro aqui na Paraíba,
hoje é praticamente impossível você encontrar um livre na natureza”, alerta o
ambientalista.
Hoje encontramos o Azulão Nordestino aprisionado em
gaiolas desde a casa de um simples camponês, nas casas de pessoas em pequenas
cidades, médias e grandes metrópoles do Brasil e até do exterior. “Quando criança
eu conhecia o Azulão Nordestino aprisionado em gaiolas apenas devido ao seu
belo canto, mas hoje os criadores o usam também como ave de briga em rinhas
onde rolam altas apostas como as de canário da terra e galo de briga”, recorda o
ambientalista Aramy Fablicio.
Para Aramy, “A captura é a maior causa das
extinções, mas o desmatamento desordenado dos arbustos, árvores nativa das
regiões áridas também contribui; Com todos esses fatores a ave foi ficando cada
vez mais rara. Se houvesse uma conscientização da sociedade em soltar todos os
azulões das gaiolas na natureza, seria difícil a reprodução, pois não teríamos as
fêmeas livres na natureza e ainda teria outro problema que seria os
capturadores de animais. Seria necessário também um grande trabalho de
reabilitação dessas aves e soltas em áreas de preservação ambiental como o
Projeto Natureza Livre em Fagundes onde todos os proprietários de terra
aderiram à causa ambiental”.
As leis do país proíbem a caça, a captura de
animais silvestres e maus tratos a animais domésticos e domesticados, como a
lei de nº 9.605/98 e qualquer outro tipo de crime ambiental. Mas “as políticas ambientais
são falhas, quase toda casa no Brasil tem um animal aprisionado e não se faz
nada. É “normal” vermos aves nas gaiolas em frente às casas, pessoas desfilando
com animais silvestres nas ruas, comércio desses animais em feiras livres. Creio
que deveria ser tolerância zero, pois quando as pessoas são pegas com drogas ilícitas
são punidas, o mesmo deveria acontecer quando pegas com animais selvagens,
porém o pior de tudo é a sociedade civil que continua mantendo essas criaturas
em cativeiros mesmo sabendo que estão indo contra a lei do homem e a lei de
Deus”, desabafa o ambientalista.
Se você tem conhecimento de algum crime ambiental
denuncie, ligue para Linha Verde 0800-61-8080, e-mail: linhaverde.sede@ibama.gov.br.
Aves migratórias vêm se reproduzir na Paraíba e correm risco de extinção
Com as chegada do período chuvoso na Paraíba várias
aves migratórias chegam à nossa região para se reproduzirem e devido à fartura
de alimentos, insetos, frutas silvestres, sementes de capim. Muitas vêm de
outros continentes, estados e páises como é o caso da ave Bigodinho que
faz um circulo migratório do Brasil até os campos abertos da Venezuela. Essas aves não passam
despercebidas pelos capturadores, traficantes de animais e caçadores.
O ambientalista Aramy Fablicio explica que na
região de Fagundes, principalmente nas margens do Rio Paraibinha que faz a
divisa dos municípios de Fagundes, Aroeiras e Itatuba, principal berçário de
reprodução das aves que se alimentam de gramíneas, os traficantes de animais
silvestres geralmente vem do vizinho estado de Pernambuco, de João Pessoa,
Campina Grande e outras cidades, cada vez mais eles utilizam armadilhas
sofisticadas, gaiolas com oito ou até dez alçapões, redes que captura de
beija-flor a gavião e visgo, a forma mais agressiva de capturar animais, pois
todo animal capturado tem seu valor no mercado negro do tráfico.
"Várias aves já foram extintas na nossa região
devido a caça predatória e ao trafico de animais a exemplo da Sabiá Branca, a
Engraxadeira e a Chorona que não vejo há mais de vinte anos. O Caboclinho
Lindo, o Papa Capim e outras estão em processo de serem extintas como é o caso
da Pinta Silva e o condenado Azulão Nordestino. O Azulão nordestino, é apenas
um dos exemplos de extinção. Hoje quase todos o conhecem aprisionado em
gaiolas, na vida selvagem de nossa região não existe mais, foi extinto pela
ganância doentia dos capturadores e o capricho de pessoas que insistem em ter
animais em casa aprisionados", desabafa Aramy.
Segundo Aramy Fablicio, "O Bigodinho é o alvo
principal dos traficantes e criadores de animais silvestres. O Bigodinho é
muito cobiçado por ser uma ave de canto alto e bonito, ela também é agressiva
com outros machos da sua espécie e outras aves que se aproximam do seu ninho,
pois ele demarca seu território, por isso torna-se presa fácil para os
capturadores. A quantidade de quantos são presos nesse período é incalculável.
Adultos e crianças da região estão sendo aliciadas para alimentar a captura.
Algumas crianças deixam de ir a escola para capturar animais para os
traficantes devido a mésera quantia que eles pagam. Esses animais são comprados
pelos traficantes pelo preço que varia de três a quatro reais, nas cidades o
valor aumenta consideravelmente".
O Bigodinho migra do pantanal para se reproduzir na
nossa região no começo de março com a chegada das chuvas e voa no final de
julho, quando os filhotes que geralmente são três, já estão prontos para sua
primeira jornada, mas a cada ano que passa o número de animais diminui
razoavelmente. Com a captura do Bigodinho macho, a fêmea sofre para alimentar
os três filhotinhos que em alguns casos chegam a "secar de fome".
Antes o alvo era o Azulão, Pinta Silva, Papa Capim, Gaturão, entre outros, mas
agora o alvo é o Bigodinho, alerta o ambientalista.
"Hoje o problema do trafico de animais se
concentra mais na região da divisa dos municípios de Fagundes com Aroeiras e
Itatuba. Na região de Fagundes praticamente não existe mais o tráfico devido à
atuação do projeto Biqueira Velha que visa conscientizar os donos de
propriedades para não permitir a caça e captura de animais em suas
propriedades. O IBAMA também tem feito a sua parte em realizar rondas na região
a pedido dos cidadãos dos sítios Cacimba Doce, Mãe Joana, Água Fria e outros.
Também foi e é de grande ajuda a divulgação de matérias educativas pela
imprensa em geral", explica o ambientalista.
"Espero que a imprensa, as autoridades tais
como guardas florestais, autoridades municipais, líderes religiosos, conselhos
tutelares, Policia Civil, Militar, Exercito, líderes de associações, toda
sociedade civil, se conscientizem que essas aves não são fabricadas na China,
mas é um presente de Deus para viverem livres na natureza. Não compre nem
permita que essas aves sejam capturadas. Tomem uma atitude e denuncie, caso
ninguém se mobilize mais uma espécie estará condenada a extinção e as futuras
gerações vão conhecer essas aves só através de fotos. O Ministério do Meio
Ambiente e o atual governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, também podem fazer
a sua parte através dos órgãos competentes para isso", apela Aramy.
Como denunciar
Qualquer cidadão pode denunciar a captura e o
tráfico de animais. É importante que o denunciante apresente dados claros e
precisos acerca do tipo de ocorrência; É indispensável que conste o nome da
rua, número, município, Estado e algum ponto de referência e se possível,
indique o nome ou apelido do responsável.
E-mail: jornaldefagundes@gmail.com
08/12/2013
Desequilíbrio
ecológico faz aves do alto sertão migrarem para o agreste paraibano
Aves
que não são nativas do agreste da paraibano, área de transição caatinga mata atlântica,
estão aparecendo e adotando-o como seu novo habitat. Entre essas aves estão o Graúna
Nordestina, Casaca de Couro Grande, Lavadeira de Cara Branca, Noivinha e Guriatã
entre outras.
A
constatação é do ambientalista Aramy Fablcio que conhece muito bem a fauna e
flora da região. “Isto é legal, mas significa que algo está errado, ou seja, o
habitat natural destas criaturas certamente está sendo desmatado. Algumas das espécies
eu conheço desde criança em gaiola como exemplo a Guriatã, ave que se alimenta
de frutas e que é nativa da região da zona da mata nordestina e começou
aparecer por aqui com o desmatamento da mata atlântica”.
“A
Noivinha, uma espécie de Lavadeira toda branca, um pouco maior que a Lavadeira Mascarada
nativa da região. Ela é nativa do auto sertão nordestino e agora é cada vez
mais comum aqui na região de Fagundes, principalmente no Sítio Várzea do Arroz
de propriedade do senhor José Alves e Dona Tereza Alves que lutam para protegê-las.
Ela tem o mesmo comportamento que a nativa daqui, gosta de ficar nos arbustos, alimenta-se
de mosquitos e vive nas margens das lagoas, rios e açudes. Temos também a Lavadeira
de Cara Branca, uma espécie de Lavadeira originaria do auto sertão que agora
habita a região de Fagundes. Antes não existiam esses pássaros por aqui”,
observa Aramy Fablicio.
O
ambientalista também observa que “outra ave que também está habitando a região
de Fagundes é a Casaca de Couro Gigante, ave endêmica do nordeste brasileiro
que habita o auto sertão. Ela é parecida com a nossa Casaca de Couro pequena.
Além do tamanho, a Casaca de Couro Gigante tem um canto muito alto e faz ninho
parecido com o da Casaca daqui, porém de formato arredondado de gravetos e
espinhos”.
“Outra
ave que adotou como habitat a região de Fagundes é o Graúna Nordestino, uma das
aves mais cobiçada pelos criadores de aves e traficantes, pelo seu canto alto e
bonito. Desde criança eu observava quando esta ave passava voando alto e
cantando ao migrar de um habitat para outro, mas não era nativa desta parte da
Paraíba. Eu só a conhecia aprisionada em gaiolas trazidas por traficantes de
outras regiões, mas hoje eles estão protegidos e se reproduzindo na Fazenda
Matias que faz parte do Projeto Biqueira Velha e Natureza Livre. Essas aves são
o xodó dos moradores, principalmente do proprietário da fazenda Matias, o
senhor Nivaldo Peixoto, 68 anos, que aprecia o seu canto e faz de tudo para protegê-las
dos predadores”
Para o ambientalista “O desequilíbrio
ambiental é preocupante, pois aqui na região já vi espécie ser extinta como a
ave Engraxadeira, ave que sequer foi catalogada, pois nunca vi foto nem em
livros nem em internet. Outra ave que foi extinta era a Sabiá Branca ave
migratória que só aparecia aqui no período das’ chuvas para se alimentar de insetos,
principalmente o Mané Magro, esta foi por alvo dos caçadores e criadores aqui e
nas outras regiões que ela predominava. Outra foi a ave Chorona uma ave
parecida com o golado, porém bem maior. Esta ave era muito cobiçada por
criadores e tantas outras, existem também as que estão em alto processo de
extinção como as nativas, Pinta Silva, Alma de Gato e inúmeras espécies de
outras aves, e as migratórias como o Bigodinho,
Papa Capim, Caboclinho Lindo, Gaturão, entre outras”.
“A ave que eu considero como a ave condenado a
extinção é o famoso Azulão Nordestino, hoje a ave símbolo da extinção no Nordeste.
Quanto a mamífero, reptes, roedores e outros a situação já esteve pior, mas com
os projetos Biqueira Velha, projeto que
usa plaquinhas feitas de zinco reaproveitado com os dizeres: Proibido Caçar e
Capturar Animais, que são afixadas nas propriedades, Natureza Livre, área de
soltura formada por todas as propriedades que aderiram ao projeto Biqueira
Velha e atitudes de conscientização e sensibilização, muitos animais já
começaram a aparecer como o quase extinto Gato Maracajá Pintado e o Pardo, Furão,
Guaxinim entre tantos outros”, explica o ambientalista Aramy.
“O
lado bom dessa migração de aves não nativas para a região de Fagundes é que
elas estão se reproduzindo e como aqui a maioria das propriedades não permite a
caça e a captura de animais a tendência é cada vez mais elas se proliferarem,
preservando a espécie. Por outro lado podemos perceber que o desequilíbrio ecológico,
principalmente o desmatamento, é o principal responsável por essa migração”,
alega o ambientalista Aramy Fablicio.
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